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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Enfim, Horário Político


Caro leitor, creio que a programação mais esperada para este ano teve início no último dia 17, em todo o Brasil, o Horário Eleitoral Gratuito, não é? Alguns candidatos estavam tão ansiosos por esta data que já estavam fazendo propagandas eleitorais antes do prazo permitido. Você já reparou que só existe horário político na época de Eleições?

Os políticos afirmam que o horário é destinado ao eleitor, para que ele conheça melhor as propostas dos candidatos. Deveria existir um horário político assim que os candidatos fossem eleitos, destinado à divulgação de obras, projetos, leis, e tudo o que está sendo realizado no mandato vigente. Concordam? Que tal um “Voz do Brasil” via TV?

Os meios utilizados para estes fins, são meios de comunicação de massa. As emissoras se desdobram para organizar novos horários na programação, o que muitas vezes irrita telespectadores que não estão acostumados com a mudança. Atrapalha a vida das pessoas que se organizam pelos horários de programas de TV, novelas, telejornais e outros. Mas, não há só injúrias.

Além de ser um momento para se informar e conhecer os futuros representantes, é a hora de se divertir com os inúmeros candidatos. Aqueles candidatos que você tem certeza que está lendo, que não sabem o que estão dizendo ou afirmando e até daquele cobrador de ônibus ou aquele vizinho que porque é popular na rua, resolve se candidatar à deputado e promete lutar por causas banais que assolam os amigos e familiares. Humor gratuito.

De acordo com as coligações dos candidatos à presidência é que serão definidos o tempo de duração de cada candidato: 10 segundos, 7 segundos, 1 minuto, 50 segundos e o telespectador inserido neste processo como ícone principal e decisivo, “se vira nos 30″!

Vota Brasil!


Outubro de 2010. Mês de eleições. O Brasil irá eleger deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidentes. Tantos cargos, uma confusão na hora de votar. Confunde-se o número do candidato à deputado estadual com o federal, corrige e depois confirma. O número do candidato federal com o estadual, corrige e novamente confirma. Você realmente sabe qual a função desses representantes? Se a resposta for não, está na hora de corrigir, repensar para depois confirmar.

Quando era criança, adorava a época de eleições. Exerço meu papel de cidadão desde os 16, mas voto desde os 8 anos de idade, sempre acompanhava minha mãe. Achava mágico o simples fato de apertar alguns botões numa máquina coberta com um papelão, porém não tinha consciência de quão era importante aquele momento. Todas às vezes apertava os botões errados, só pra ficar corrigindo e confirmando. Certa vez quase derrubei a urna eletrônica, pois queria votar duas vezes para presidente, a mesária até se assustou com aquela cena.

É possível observar em cada canto da cidade comitês dos candidatos. Estão espalhados por todos os lados. Alguns são até vizinhos, a concorrência é acirrada. Nas ruas e no trânsito, a famosa panfletagem. Folders, flyers, bandeiras, bottons, adesivos, faixas, canetas, brindes, cestas básicas, churrascos e muita promessa. Muita sujeira, muito barulho. Geração de novos empregos para entregadores e marqueteiros. Comícios, shows, aparições, divulgação, capas de jornais e revistas, outdoors, apoio, abraços, beijos e sorrisos.

Voltando à minha época de criança, o candidato que desfilasse de caminhão na minha rua, acenasse e jogasse doces, era o meu favorito. Ainda bem que as crianças já não são tão ingênuas e não são “compradas” por doces. Mas e se os candidatos resolvessem jogar playstations?

Dói, um tapinha não dói!


Estimado leitor, você já deve ter escutado este frenético refrão: “Dói, um tapinha não dói. Um tapinha não dói. Um tapinha não dói. Só um tapinha” do grupo Furacão 2000.

Nos próximos meses, estes versos terão grandes efeitos, se o projeto de lei que proíbe castigar crianças fisicamente for aprovado no Senado. Até mesmo uma palmadinha, um tapinha e beliscões, será vetado de acordo com a nova lei. Nossos avós agradeceriam se esta lei fosse aprovada no século passado, onde as crianças eram brutalmente agredidas, digo ensinadas, corrigidas e orientadas, com instrumentos de ensino nada convencionais, como as inesquecíveis varas de marmelo e amora.

Os tempos mudaram, mas ainda existem crianças reprimidas em casa com a antiga “palmada pedagógica”, assim denominada por alguns pais. Alguns afirmam que uma palmadinha educativa não faz mal para impor limites, e são totalmente contra a aprovação da lei, porém a cara feia e o choro emotivo da criança castigada remete uma contradição. Ainda há aqueles que utilizam de outros métodos de castigos, sem agressão física. Os fiéis seguidores da psicopedagoga Cris Poli, a “Supernanny”, argumentam que dessa forma evitam traumas infantis e revoltas na adolescência.

Em relação a outros países, a participação do Brasil ainda é recente nesse tipo de assunto, por isso é fator gerador de conflitos e choques de opiniões, que envolvem tradição, costumes e até religião. Agora é aguardar a decisão do Senado quanto à “palmada pedagógica” em casa, mas e quando o assunto é o castigo na escola?

Aperfeiçoamento ou Incompetência?


Ultimamente o que mais tem sido noticiado nos jornais são mortes, sequestros, torturas e assassinatos. A difusão da violência de forma cruel. Uma seqüência de cenas grotescas capaz de emocionar e indignar qualquer telespectador.
Estas notícias tornam-se naturais, pois são fatos do dia-a-dia, infelizmente estamos todos acostumados com estas situações.

Surgem novas histórias, mas no fim todas com o mesmo objetivo traçado. Pais que matam filhos. Cônjuges que matam seus companheiros. Filhos que matam pais. Conhecidos que matam conhecidos. Desconhecidos que matam desconhecidos.

Neste ciclo vicioso que é formado, alguns personagens são eternizados de forma trágica, como: Isabela e Alexandre Nardoni, Ana Jatobá, Elisa Samúdio, Goleiro Bruno, Macarrão, Mércia Nakashima, Suzane Richthofen, entre outros que de forma tão trágica, acabam por fazer história em nosso país.

Os tempos mudaram e consequentemente as formas de praticar um crime também evoluíram. Basta observarmos a dificuldade dos órgãos responsáveis em descobrir novas pistas, desmascarar mistérios, condenar acusados e proteger as vítimas, problemas que causam lentidão na tramitação de processos, deixando casos e acontecimentos estagnados.

Diferentemente de décadas atrás, onde os crimes perfeitos eram aqueles baseados em técnicas especiais, e que alguns diziam ser pouco dolorosas e rápidas, atualmente os crimes são planejados para serem executados de forma perfeita, sem nenhum vestígio ou pistas aparentes que levarão aos criminosos, que como em casos acima citados, todos foram praticados por pessoas próximas das vítimas.

Fica a seguinte dúvida: Os criminosos estão se aperfeiçoando ou tudo não passa de negligência e incompetência das autoridades?


Dica: CSI – Investigação Criminal (série).

Pela 3ª vez, rumo ao Hexa!


Fala-se muito sobre a infra-estrutura, segurança e acomodações no Brasil, país que sediará a Copa do Mundo de 2014. Mas com a atual crise no futebol, será que a seleção brasileira está preparada para enfim conquistar o Hexa, dessa vez em casa? Qual será o próximo técnico capaz de alcançar tamanho trunfo? Dunga e Maradona formam a nova dupla de desempregados. Os mais crentes apostam no retorno de Felipe Scolari. Os céticos acreditam na convocação de mais um dos sete anões. Será?

O Brasil por dois anos consecutivos não leva o Hexa e é eliminado nas oitavas de final. Há um culpado? Os técnicos Carlos Alberto Parreira e Dunga? O jogador Roberto Carlos que na cobrança de uma falta abaixou para arrumar o meião? O jogador Felipe Melo por ter pisado em um jogador adversário, e ser expulso, atrapalhando o desenvolvimento de toda a equipe? O goleiro Júlio César? Toda a seleção que foi tomada por um descontrole psicológico no 2º tempo, quando o placar marcava 2×1 pra Holanda?

Estes questionamentos e julgamentos foram feitos pelos brasileiros e a carapuça serviu para alguns jogadores que se desculparam pelo desempenho em campo via redes sociais. A promessa para 2014 é que a seleção brasileira seja formada por garotos. A Copa na África foi a despedida para alguns craques que estarão bem mais velhos daqui quatro anos.

Porém, mesmo eliminado da Copa, é possível ainda observar por todo o país, ruas decoradas, muros pintados, bandeirolas nas casas, carros e postes de iluminação. Seria questão de patriotismo ou estagnação diante do resultado surpreendente? O pior é o prejuízo de estabelecimentos saturados com estoques de produtos verde-amarelo.





Resultado: Um Dunga, Onze Sonecas e 190 milhões de Zangados.