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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estou de férias!


Quando o assunto é férias temos na lembrança aquela professora chata que sempre dava como tema da redação “Como foram as minhas férias”. No meu tempo de criança, onde tínhamos mais de dois meses de férias, minhas redações eram sempre as mesmas, de vez em quando inventava alguma novidade para sair do comodismo que eram estes dias inúteis de Dezembro a Fevereiro.

Era sempre a mesma coisa, visitava os parentes, as tias, os primos, os avós. Almoçava na casa do fulano, jantava no cicrano, dormia na casa do beltrano. Raramente viajava, já que meus pais não estavam de folga. Colônias de férias, o que é isso? Era cansativo e nunca fui muito fã de esportes. Passava a maior parte das minhas férias em casa. Nunca fui santo, aprontava e consequentemente me encontrava de castigo.

As férias para alguns pais é um ótimo momento para desenvolver atividades de lazer em família, como piqueniques, cinema e teatro. Para outros, pode ser uma das piores fases do ano. Quando crianças, amamos as férias e não nos imaginamos viver sem elas. Quando adultos amamos nosso tempo e não nos imaginamos viver sem dinheiro, nestes casos as férias apresentam-se como um fator ameaçador para alguns trabalhadores e são vendidas, trocadas, anuladas, e ignoradas facilmente.

Na realidade, queríamos voltar naquele tempo de criança em que reclamávamos de escrever, mas ao menos tínhamos férias sem nenhuma preocupação. Hoje temos tanto pra relatar sobre nossos dias tediantes durante as férias, mas ninguém tem tempo de escrever. Não estou de férias!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Impostor


Não vamos falar sobre impostores na primeira crônica do ano de 2011. Que tal criarmos um neologismo? Dar um novo sentido à palavra impostor, que até o presente momento é a pessoa que se faz passar por alguém que de fato não é. Fazendo uma analogia à este substantivo, iremos considerar impostores, aqueles que nos cobram os inúmeros impostos durante o ano.

Com o fim das festas de fim de ano, Natal e Ano Novo, tudo é alegria. Mas, as decepções têm início ainda em Janeiro, quando as contas começam a chegar repentinamente. IPVA, IPTU, ICMS, IOF, IRPJ, IRPF, ITR, ISS, ITBI, ITCD, IVA, basta! Tantas siglas, tantas letras, tantos significados, alguma utilidade? Isso não é nem a metade de todos os impostos que pagamos, fora aqueles que são embutidos e que vez ou outra não sabemos que estamos pagando.

Somos os contribuintes, não passamos de sujeitos passivos de uma obrigação tributária, pois aqui não existem sonegadores, certo? Ironia. E ainda dizem que nosso país é pobre, mesmo a população contribuindo com bilhões de reais todo ano. Não há como citar apenas um impostor. Sabemos que o Governo Federal, o Estado, a Prefeitura Municipal e outros órgão públicos são os maiores impostores, porém se observarmos os impostores estão em todos os lugares e possuem todas as formas.

O cobrador de ônibus, o síndico do prédio, o diretor da escola, o dono do supermercado, eu, você, nós. Todos cobrando encargos, alíquotas, tributos, taxas, e tarifas. Abandonamos o sentimento de insatisfação em relação a cobrança de impostos quando fica perceptível que o mesmo é essencial, imprescindível e indispensável para nossas vidas.