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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tráfego Caótico


O centro da cidade de Uberaba vive um caos em seu trânsito. O tempo não ajuda. Chuva e sol. Sol e chuva. As obras do projeto Água Viva, realizadas pelo Codau, são as grandes causadoras dos transtornos no tráfego da cidade. Amanhece. Uma parte da Avenina Leopoldino de Oliveira está interditada. Anoitece. Aquela tal parte da avenida já está liberada para uso e toda recapeada. Não dá tempo de se acostumar com as mudanças e transformações na paisagem urbana, e isso nem é um desejo. Placas. Guarda Municipal. Semáforos. Cones. Carros. Motos. Buzinas.

Cria-se então, a oportunidade de fazer um novo tour pela cidade. Conhecer ruas que antes eram desconhecidas à procura de atalhos. Desculpe-nos o transtorno, estamos em obras para melhoria da qualidade e blá blá blá. A corda arrebenta sempre do lado mais fraco, isso é óbvio. Os estacionamentos localizados no centro de Uberaba, estão lotados. E não estamos no final de ano. Os preços são absurdos. Caminhe, faça sua parte pelo trânsito!

Os carros estacionados nas ruas paralelas ao centro, mapeadas pela Área Azul, sofrem ferrenha fiscalização, diariamente. Os preços das multas e notificações tornam-se um absurdo. Caminhe, faça sua parte pelo trânsito! Congestionamento. Obras. Manutenção. E tudo continua. Amanhece. Anoitece. Chuva e Sol. Sol e Chuva. O centro da cidade de Uberaba ainda vive um caos em seu trânsito. Desculpamos o transtorno, mas até quando estaremos em obra?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O último carnaval!


O Carnaval é uma festa mágica. Antigamente o pessoal esperava o carnaval, mas hoje, todo dia é dia de carnaval. Um evento marcado pelos lança-perfumes, abadás e os blocos carnavalescos, que entoados por marchinhas de carnaval levavam milhares de pessoas a sorrir, dançar e cantar na avenida.

Em Uberaba, ainda lembro quando o carnaval fora de época, o Carnaberaba, que depois mudou de nome para Uberaba Folia e hoje se chama Axé Uberaba, era organizado no início da avenida Leopoldino de Oliveira. Os trios elétricos comandados por grandes nomes da música brasileira como Banda Eva, Cheiro de Amor, Asa de Águia e Chiclete com Banana animavam os foliões de plantão com as melhores melodias de axé.


Podia-se avistar uma multidão colorida, diversificada, mas na mesma sintonia. Confetes, lantejoulas, serpentinas, latas de cerveja e refrigerante, ora vazias, ora cheias, voavam pelo céu. Uma desorganização organizada. Ninguém era de ninguém, mas no final todo mundo encontrava alguém. O tempo passa. A graça acaba. Hoje, você viaja ou fica em casa descansando.

Os carnavais regionais crescem no gosto popular. O ritmo e a essência natural da festa já não são os mesmos. Milhões são investidos numa festa que tem como simples objetivo ser referência internacional. As escolas de samba, os sambistas, as passistas, Rei Momo e Rainha conquistam o público.

Infelizmente, já não fazem mais micaretas como as de antigamente. Saudade de brincar com os amigos na rua, de pintar o cabelo, das fantasias, das cornetas e das espumas coloridas. Saudade do meu último carnaval.