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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Chove Chuva!


Depois de muito ensaiar o ritual da "dança da chuva" em casa, minhas preces foram atendidas, enfim choveu em Uberaba. Foi aquela chuva "meia-boca", mas choveu. Apenas respingos e gotículas, mas choveu. Como é bom dormir com este tempo de chuva, com o barulho dos pingos batendo no telhado, na janela. As plantas e seu orvalho. Levantar e avistar aquela neblina que toma conta das ruas da cidade, avistar vidros e retrovisores "suados". O tempo fresco dispensa o ventilador e o ar-condicionado no escritório.

É tempo de tirar aquele seu casaco velho ou até mesmo seu novo cardigan do armário. Abuse do couro ou da lona e das sacolinhas plásticas nos pés, se você for motoqueiro. Não use roupas brancas em dias de chuva, além do efeito transparente quando ficam molhadas, nunca se sabe se você será atingido com uma poça d'água de terra e areia.

É hora dos vendedores ambulantes do calçadão da Artur Machado oferecerem as sombrinhas e guarda-chuvas. Viva a Chuva! É o momento das desculpas de atraso por causa da chuva. Os ônibus ficam mais lotados, todos querem a chuva, mas ninguém quer se molhar. Economize água, não lave seu quintal. Economize água, tome banho de chuva.

Está chovendo e isso é motivo pra gente cantar. Cante com o Biquini Cavadão, "Chove Chuva, Chove sem parar". Cante com a Vanessa da Mata, "Tomar um banho de chuva, um banho de chuva". Ou se preferir cante com o Roupa Nova, "Chuva de prata que cai sem parar". Apenas cante para a chuva não parar de molhar!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sou diferente, e daí?


A Semana e a Parada do Orgulho GLBT em Uberaba-MG, parece-me uma ótima oportunidade para falar sobre preconceito e discriminação, não só sexual, mas também racial, religiosa, de classe social e nacionalidade. Através da passeata e dos desfiles a comunidade GLBT busca reivindicar seus direitos, igualdade e a conquista de um espaço no mundo ainda homofóbico. Há também aqueles que participam exclusivamente buscando o glamour através das aparições nestes eventos, que contam com um caloroso público, independente da orientação sexual.
Não é vergonhoso dizer o que você pensa. Confesso que tenho preconceito contra a discriminação e que discrimino o preconceito, julgo estes fenômenos como sendo pré-conceitos formados e opiniões sem julgamentos. Algumas pessoas não sabem conviver com a minoria e por isso julgam o oposto, imaginando serem os "donos da verdade". Como estão erradas! Algum problema em ser diferente? Negro, branco, amarelo, pardo, cafuso, gordo, magro, alto, baixo, católico, espírita, evangélico, budista, heterossexual, homossexual, bissexual, bonito, feio, rico, pobre, novo, velho, brasileiro, argentino, português.
O sol nasce igual para todos e as ideias diferentes é que tornam o mundo tão interessante e diversificado. Já dizia Voltaire, filósofo iluminista francês, "não concordo com você em nada, mas darei minha vida para que você possa pensar diferente."
O mundo cultua muito a diversidade, o direito às diferenças, mas estamos longe disso. As coisas ainda continuam metódicas, concretas e dogmáticas. Afinal, a cultura de preconceitos e discriminações foi difundida por várias décadas e massificada. Porém, não podemos deixar de lado o clichê que diz que a esperança é a última que morre.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estamos em greve!


Para muitos, um propósito para cessar e paralisar as atividades. Para outros, uma forma de obter benefícios e melhoria nas condições de trabalho. Em todos os aspectos e contextos analisados, o conceito é o mesmo: greves trabalhistas. Estão presentes desde a Revolução Industrial, por volta do século XVIII e ainda acompanham os trabalhadores no século XXI.

Quem nunca presenciou ou participou de uma greve? Em determinadas situações, somos atingidos de forma involuntária. Os funcionários daquela fábrica desfilando pela avenida, todos uniformizados. Os motoristas e os cobradores de tráfego da companhia de ônibus coletivo, estáticos em frente à empresa. Aulas paralisadas, estudantes em casa. Operários com ferramentas de trabalho nas mãos, máquinas desligadas. Professores, funcionários públicos, bancários, médicos, personagens comuns. As greves podem causar danos e transtornos. Os atrasos, os prejuízos, a credibilidade, a demissão.

É uma das formas de se chamar a atenção para uma realidade ora esquecida, ora desnecessária. Greve de fome. Greve de sexo. Barulho, faixas, passeatas, apitos, tinta, gritos. O resultado de uma greve não pode ser estimado. Aumento de salários? Férias com prazo indeterminado para grevistas? Boicote de participantes? Prisões? Resistência? Como dizia Martin Luther King, a greve é a linguagem dos que não são ouvidos.

O texto opinativo em questão, refere-se à greve e ao protesto dos residentes do Hospital Escola da UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que aconteceu na Avenida Leopoldino de Oliveira, na semana passada, no Centro de Uberaba e que despertou a atenção dos curiosos, pedestres e órgãos responsáveis.

sábado, 4 de setembro de 2010

Humor Sem Censura!


Prezado leitor, se você está acompanhando os últimos noticiários, poderá imaginar que estamos vivendo um processo de retrocesso. Liberdade de expressão. Um ideal tão difícil de ser conquistado, problemático e conflituoso, que custou muitas vidas até ser alcançado.

Em pleno século XXI, vivemos resquícios da Ditadura Militar (1964-1985), quando analisamos a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de proibir humor com candidatos e com a política em programas de rádio e TV. "Quem tem boca, vai à Roma", utilizando se deste ditado popular e espelhando no movimento das "Diretas Já", é que humoristas censurados criaram a passeata "Humor Sem Censura", como forma de protesto, a fim de pressionar a Justiça por mudanças na legislação eleitoral.

Não consigo imaginar a ausência de sátiras, piadas e críticas à candidatos até Outubro deste ano. Sem piada, não tem eleição! Por que acabar com toda ironia e comicidade? Alguns políticos afirmam que o motivo é a ridicularização dos mesmos. Mas, a oposição afirma que essa é mais uma jogada de marketing de políticos, para que casos e escândalos não sejam discutidos em formas de piadas, e consequentemente sejam esquecidos.

Entretanto, somos obrigados a assistir à candidaturas ridículas, que por si só já são consideradas piadas. "Pior que tá não fica! Vote Tiririca". Cadê o protesto contra esse tipo de candidato? A passeata ganhou voz internacional e uma liminar foi concedida nesta semana, liberando o humor na política. Finalizo a crônica com uma bela frase do humorista Antonio Tabet, do site Kibeloco, "Feliz 1985 para todos nós!"