Páginas

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sou diferente, e daí?


A Semana e a Parada do Orgulho GLBT em Uberaba-MG, parece-me uma ótima oportunidade para falar sobre preconceito e discriminação, não só sexual, mas também racial, religiosa, de classe social e nacionalidade. Através da passeata e dos desfiles a comunidade GLBT busca reivindicar seus direitos, igualdade e a conquista de um espaço no mundo ainda homofóbico. Há também aqueles que participam exclusivamente buscando o glamour através das aparições nestes eventos, que contam com um caloroso público, independente da orientação sexual.
Não é vergonhoso dizer o que você pensa. Confesso que tenho preconceito contra a discriminação e que discrimino o preconceito, julgo estes fenômenos como sendo pré-conceitos formados e opiniões sem julgamentos. Algumas pessoas não sabem conviver com a minoria e por isso julgam o oposto, imaginando serem os "donos da verdade". Como estão erradas! Algum problema em ser diferente? Negro, branco, amarelo, pardo, cafuso, gordo, magro, alto, baixo, católico, espírita, evangélico, budista, heterossexual, homossexual, bissexual, bonito, feio, rico, pobre, novo, velho, brasileiro, argentino, português.
O sol nasce igual para todos e as ideias diferentes é que tornam o mundo tão interessante e diversificado. Já dizia Voltaire, filósofo iluminista francês, "não concordo com você em nada, mas darei minha vida para que você possa pensar diferente."
O mundo cultua muito a diversidade, o direito às diferenças, mas estamos longe disso. As coisas ainda continuam metódicas, concretas e dogmáticas. Afinal, a cultura de preconceitos e discriminações foi difundida por várias décadas e massificada. Porém, não podemos deixar de lado o clichê que diz que a esperança é a última que morre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário